Procon encontra fios irregulares na Chatuba e operação se estende por todo o Brasil
Fios vendidos como certificados apresentaram falhas graves. A fiscalização do Procon-RJ com apoio do SINDICEL agora faz parte de uma ação nacional.
Uma operação realizada pelo Procon-RJ identificou fios elétricos irregulares em três lojas da rede Chatuba, no Rio de Janeiro. O material estava sendo vendido como se fosse certificado, mas apresentou problemas que representam risco para instalações elétricas de residências e comércios.
O que foi encontrado
Segundo a equipe técnica, os fios tinham condutor fora das medidas corretas, isolação fraca e resistência inadequada. Isso pode causar:
- superaquecimento;
- curto-circuito;
- choques elétricos;
- queima de aparelhos;
- aumento da conta de luz.
Certificação sob suspeita
Os fios tinham certificação da Ability, empresa que já é alvo de denúncias por aprovar materiais fora das normas. De acordo com Ênio, do SINDICEL:
“A Ability já tem ação do sindicato no Ministério Público. São mais de 60 marcas certificadas por eles, e mais de 90% estão fora da norma. O próprio Inmetro já confirmou.”
O caso acende alerta sobre a confiança em selos de certificação sem fiscalização adequada.
Três lojas foram autuadas
As irregularidades foram encontradas em três unidades da Chatuba. A rede é uma das maiores do setor no estado, o que amplia a preocupação sobre a distribuição desses fios.
Ênio reforçou:
“É uma rede grande, muito conhecida. E foi encontrada fora da norma em três lojas.”
Operação se amplia para todo o país
O SINDICEL informou que a ação não é isolada. Em áudio à equipe de reportagem, Ênio confirmou:
“Pode colocar: essa operação está sendo feita em todo o território nacional. E se alguém quiser auditoria dos cabos instalados nos últimos dois anos, fazemos gratuitamente.”
O objetivo é impedir que produtos irregulares continuem circulando e oferecendo riscos.
O que acontece agora
O Procon deve:
- notificar formalmente a Chatuba;
- exigir a retirada imediata dos fios irregulares;
- acionar a certificadora;
- encaminhar o caso ao Ministério Público;
- ampliar fiscalizações para outras redes.
Consumidores devem ficar atentos a preços muito baixos e sempre escolher marcas reconhecidas.
