Datafolha derruba certezas: Michelle avança e Flávio engatinha — quem manda no bolsonarismo?

Datafolha derruba certezas: Michelle avança e Flávio engatinha — quem manda no bolsonarismo?

Levantamento divulgado em dezembro de 2025 revela fissuras no núcleo político de Jair Bolsonaro e reabre a guerra pela sucessão do bolsonarismo.

Michelle e Flávio Bolsonaro
Pesquisa Datafolha aponta preferência da base por Michelle; dados do Poder360.

Um novo tremor político sacode a direita brasileira: a pesquisa Datafolha mostra que 22% dos eleitores preferem que Michelle Bolsonaro receba o apoio de Jair Bolsonaro para 2026 — enquanto apenas 8% desejam que o ex-presidente apoie Flávio Bolsonaro. (Fonte)

Levantamento que acende o alarme

Os números do Datafolha, coletados entre 2 e 4 de dezembro de 2025 com 2.002 entrevistados, deixam claro que a base bolsonarista está fragmentada — e que a família Bolsonaro enfrenta agora uma disputa interna pela imagem e pela liderança. (Fonte)

“É um recado direto da base: o bolsonarismo não tem um herdeiro natural incontestável”, dizem fontes próximas a operadores políticos.

O que os percentuais revelam (e por que isso importa)

A diferença entre 22% e 8% não é apenas estatística — é sinal político. Michelle surge como alternativa com menor rejeição e maior apelo emocional, enquanto Flávio, embora indicado pelo pai, não consegue traduzir isso em preferência massiva entre os eleitores. (Fonte)

Leitura estratégica

  • Michelle (22%): figura de consenso entre parte da ala conservadora; apelo feminino e evangélico; potencial de crescimento se metrificada por campanhas bem executadas. (Fonte)
  • Tarcísio (20%): posição consolidada como alternativa técnica e com apelo a setores governistas. (Fonte)
  • Flávio (8%): índice baixo que expõe dificuldades de projeção nacional e efeitos das contestações judiciais e de imagem. (Fonte)

Repercussão interna — rachaduras e acordos à vista

Nos bastidores, a leitura é imediata: o grupo precisa decidir se mantém a aposta em um nome de família ou se busca um candidato de unidade capaz de agregar alas e reduzir rejeição. A pesquisa também mostra que 26% disseram que votariam com certeza em um indicado por Bolsonaro, enquanto 50% afirmaram que nunca votariam em indicado do ex-presidente — outro dado que complica o cálculo político. (Fonte)

“Se metade do eleitorado diz que não votaria num indicado, a estratégia de transferência automática de votos perde força”, comenta um estrategista de campanha.

Implicações eleitorais para 2026

Os efeitos são práticos e urgentes:

  1. Risco de fragmentação: candidaturas rivais no mesmo campo podem reduzir as chances de um representante conservador chegar ao segundo turno.
  2. Pressão por consenso: surge a necessidade de negociações rápidas para escolher um nome que minimize rejeição.
  3. O papel de Jair Bolsonaro: mesmo inelegível e com restrições legais, seu endosso continua sendo peça-chave — mas já não é garantidor do sucesso eleitoral. (Fonte)

O placar espontâneo e o tamanho da incerteza

Na pesquisa espontânea de intenção de voto, o cenário também mostra fragilidade: o presidente Lula aparece na liderança com 24% e Jair Bolsonaro com 7%, enquanto 54% dizem não saber em quem votariam — um universo gigantesco de eleitores em aberto. (Fonte)

Como os atores políticos podem reagir

Algumas estratégias prováveis despontam:

  • Unificação em torno de Michelle: vetores políticos podem tentar transformar o capital simbólico dela em estrutura eleitoral.
  • Busca por “terceiro nome”: alianças com governadores ou líderes regionais para apresentar alternativa de unidade. (Fonte)
  • Campanhas de desgaste: esforços de comunicação para reduzir a preferência por rivais dentro da base.

Resumo dos principais dados da pesquisa

  • Michelle Bolsonaro: 22%
  • Tarcísio de Freitas: 20%
  • Ratinho Jr.: 12%
  • Eduardo Bolsonaro: 9%
  • Flávio Bolsonaro: 8%
  • Eleitores indecisos, neutros ou que preferem outro nome: parcela significativa que complica previsões

Conclusão — por que este Datafolha pode definir 2026

Mais do que estatísticas, os números revelam uma mudança de dinâmica: Michelle Bolsonaro desponta como alternativa real, com popularidade crescente e menor rejeição. Já Flávio luta para se afirmar, e Jair Bolsonaro — mesmo com influência — não garante consenso automático. O resultado força negociações intensas e talvez novas alianças dentro da base conservadora brasileira. (Fonte)

Fonte: Pesquisa Datafolha (2–4 dezembro 2025) — levantamento publicado pelo Poder360. Todos os dados referidos no texto são públicos e de domínio da pesquisa.

Deixe comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado. Os campos necessários são marcados com *.