Materiais apreendidos pela PF durante a Operação Slim
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Operação Slim: PF desmonta esquema clandestino de tirzepatida usada em remédios de emagrecimento

A Polícia Federal encontrou frascos, insumos e materiais usados para manipular irregularmente a tirzepatida, substância do medicamento Mounjaro. A operação foi realizada em quatro estados.

A Polícia Federal deflagrou a Operação Slim após identificar um grupo que manipulava e vendia tirzepatida sem autorização da Anvisa. A substância é usada em medicamentos para diabetes tipo 2 e também procurada por quem busca emagrecimento rápido.

Segundo a PF, os produtos eram preparados em locais sem qualquer condição sanitária, fracionados em frascos e revendidos ilegalmente para consumidores e intermediários.

Frascos e insumos apreendidos pela polícia
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Mandados em quatro estados

A operação cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Os agentes encontraram materiais usados no fracionamento da substância, rótulos irregulares, seringas e equipamentos incompatíveis com padrões farmacêuticos.

A PF afirma que o esquema funcionava de forma organizada, com distribuição para diversos pontos do país.

Materiais usados na produção clandestina
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, o grupo:

  • adquiria tirzepatida de forma irregular;
  • manipulava a substância em ambiente improvisado;
  • fracionava o conteúdo em frascos e canetas;
  • vendia o produto por meio de contatos privados e redes sociais.

Os frascos não tinham rastreabilidade, lote, validade ou garantia de qualidade.

Itens coletados pela PF
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Por que é perigoso

A tirzepatida é um medicamento de uso controlado. Quando manipulada ilegalmente, pode causar:

  • hipoglicemia grave;
  • contaminação bacteriana;
  • reações inflamatórias no local da aplicação;
  • alterações cardiovasculares;
  • falha terapêutica.

Por ser injetável, qualquer erro de esterilidade pode gerar infecções sérias.

Ação da Polícia Federal durante operação
Crédito: Polícia Federal/Divulgação

Crimes investigados

Os envolvidos podem responder por:

  • falsificação de produto terapêutico;
  • associação criminosa;
  • lavagem de dinheiro;
  • crime contra a saúde pública.

A PF informou que novas etapas da Operação Slim podem ser iniciadas conforme avançarem as análises das amostras apreendidas.

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